terça-feira, 22 de setembro de 2015

Recife: Notícias de hoje no Garra Diário do SINDSEP-PE

SUDENE
Quinta, dia 24, tem audiência pública da Comissão Estadual da Verdade na Fundaj



Se você pensa que a perseguição política durante o Regime Militar se limitou aos militantes políticos e simpatizantes do comunismo está enganado. Muitos servidores públicos federais no exercício da sua profissão foram reprimidos, mesmo sem fazer parte de partido, apenas por ter ideias progressistas. Quer saber mais desse capítulo de terror da história brasileira? Nesta quinta-feira, 24 de setembro, tem audiência da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara para apurar denúncias de violação dos direitos humanos na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
A audiência será na Sala Calouste Gulbenkian, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no bairro de Apipucos, no Recife. Serão ao todo sete depoentes, entre eles o cientista político e professor aposentado da UFPE, Délio Mendes. “A sudene era a casa das perseguições. Habitavam-na os perseguidos, os perseguidores, uma malta de puxa-sacos da ditadura e os outros, que viviam suas vidas fechados, suas bocas caladas, alguns com a alma sangrando”, dispara Mendes.
Para a servidora aposentada da Sudene, Zélia Farias, essa audiência da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara é importante, principalmente para a juventude brasileira, que não viveu o regime e não conhece toda a história. Ela explica que a Sudene foi criada para desenvolver a região Nordeste e por isso era um local favorável aos ideais progressistas. No órgão tinham militantes, mas também pessoas que apenas pensavam diferente do regime, sem ligação nenhuma com partido, mas que mesmo assim foram perseguidos.
Zélia explica que antes do golpe militar, os servidores da Sudene viveram um momento de euforia com o primeiro governo de Miguel Arraes (1962-1964), que privilegiava o social. Funcionários chegaram a ajudar as Ligas Camponesas. Mas, depois do golpe, ficou insuportável. “Tudo era conspiração e vivíamos um clima bastante tenso”, conta a servidora aposentada.
Para se ter uma ideia das atrocidades cometidas pela ditadura militar, dentro da Sudene, mais precisamente no 13º andar, foi instalado um escritório da Central Nacional de Informações (CNI).
Durante o regime muitos servidores da Sudene foram demitidos. Com a anistia muitos retornaram, outros foram indenizados.


LITERATURA
Diretora do Sindsep-PE, Marli Barbosa, participa da Flipo


A diretora do Sindsep-PE, Marli Barbosa, participou no último domingo, 20 de setembro, da Festa Literária Internacional de Ipojuca (Flipo), promovida pela União Brasileira de Escritores de Pernambuco (UBE/PE). Ela apresentou com outras cinco pessoas o painel Mulheres que mudaram a história de Pernambuco, cujo tema foi Mulher: vida, sonhos e realizados.
Em sua palestra, Marli contou um pouco da sua história de vida e trabalho. Ela foi, inclusive, uma das 800 mulheres citadas no livro homônimo ao painel, organizada por Silene Floro e Ramos Silva. Este ano, a publicação já chegou a sua 11ª edição.


CAMPANHA SALARIAL
Quarta tem ato público

Nesta quarta-feira, dia 22, tem ato público no Centro do Recife, contra o pacote de ajuste fiscal do governo que prevê o fim dos concursos e arrocho salarial para a categoria. A concentração será às 8h, na praça da Independência, conhecida como pracinha do Diario. De lá, os manifestantes seguem em caminhada até a frente do Ministério da Fazenda, no Recife Antigo. Todos os servidores e a sociedade de maneira geral estão convidados e devem participar.