segunda-feira, 25 de maio de 2015

Em defesa dos direitos e da democracia nesta sexta, 29, tem Dia Nacional de Paralisação

Para protestar contra medidas conservadoras que estão sen do tomadas tanto pelo Executivo quanto pelo Congresso Nacional, a CUT e as centrais sindicais CTG, UGT, NSCT, CSP Conlutas e Intersindical realizam nesta sexta-feira, 29 de maio, um Dia Nacional de Paralisações.
Para marcar a data, em Pernambuco, será realizado um grande ato público com concentração às 14h, em frente à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), na avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro.
“A participação de todos é muito importante. Quanto mais pessoas comparecem, mais forte será o movimento e a pressão que faremos. Precisamos mostrar ao governo e aos parlamentares que não aceitamos retirada de direitos”, dispara a coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira.
O Dia Nacional de Paralisação foi anunciado pelas centrais sin-dicais no 1º de Maio. A ideia é preparar a classe trabalhadora para uma greve geral, que deve acontecer caso o governo e o Congresso insistam em retirar direitos.
As centrais sindicais lutam contra as medidas provisórias 664 e 665, do ajuste fiscal, que restringiram o acesso dos trabalhadores a benefícios da Previdência e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), como Seguro Desemprego, Abano Salarial e pensões por morte. As MPs já foram aprovadas pela Câmara e aguardam agora a sansão presidencial.
Os trabalhadores também protestarão no dia 29 de maio contra o Projeto de Lei (PL) 4330 da terceirização. A matéria, que já foi aprovada pela Câmara a aguarda apreciação do Senado, acaba com direitos trabalhistas como FGTS, férias e 13º salário.
Esse Dia Nacional de Paralisações foi anunciado pelas centrais sindicais no 1º de Maio. A expectativa é que as entidades sindicais já apontem um indicativo para a greve geral nesta sexta-feira.



O Brasil dos desesperados e o joga sujo da Casa Grande

Um resultado apertado nas urnas, em 2014, e a elite brasileira viu a possibilidade de colocar o Brasil fora dos trilhos. Não pode ser outra a interpretação para tanto desespero das oposições e dos meios de comunicação. É como se não houvesse limites para o jogo sujo, o escárnio e a inconsequência.
Vejam só quem anda fazendo panelaço, quem anda se instituindo paladino da ética e da decência, quem fala de roubo e de sujeira. Não que concordemos com o que ocorreu no mensalão e na Petrobras. Que os culpados sejam punidos e que prevaleçam as práticas da boa política e da transparência. Mas é que há uma irracionalidade para além do suportável. É como se os ladrões quisessem ensinar como se evitar arrombar portas.
A elite do país dos senhores de engenho trabalha para que todas as lutas, todos os movimentos, de todas as organizações sociais e dos trabalhadores, sejam criminalizadas. Somente podem ser legais as extorsões dos banqueiros, dos monopólios das operadoras de telecomunicações, dos transportes urbanos, das distribuidoras de combustíveis e de outros inúmeros grupos econômicos que se acham no direito de não dar satisfação a ninguém.
Os governos de Lula e de Dilma impuseram, ainda que timidamente, o mínimo de dignidade aos mais humildes com acesso maior à educação, com a criação de várias escolas técnicas , valorização do salário mínimo, reconhecimento dos direitos das domésticas, Bolsa Escola, Bolsa Família, Ciência sem Fronteiras etc. Esses avanços causaram ânsia de vômito na Casa Grande.
E daí surge o desespero às avessas, ou seja, aqueles que sempre viveram em céu de brigadeiro vão às ruas, com a cara mais cínica, pedir impeachment, golpe militar, volta da ditadura, qualquer coisa, menos um país digno.
Cabe a sociedade impor uma agenda que barre qualquer tipo de retrocesso e qualquer oportunismo como quer boa parte do Congresso.