terça-feira, 19 de agosto de 2014

Marcos Freire, um pernambucano "sem ódio e sem medo"


Marcos de Barros Freire nasceu em Recife no dia 5 de setembro de 1931, filho de Luís de Barros Freire, físico e professor catedrático da Escola Politécnica de Recife, e de Branca Palmira Freire.
Em 1950, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Pernambuco.
Durante seus estudos superiores participou ativamente da política estudantil.
Bacharelou-se em 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se oficial de gabinete do prefeito de Recife, Djair Brindeiro.
Ainda em 1955 e no ano seguinte atuou no Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).
Paralelamente às suas atividades na Prefeitura, iniciou-se no magistério universitário em 1957, ingressando como professor na Faculdade de Ciências Econômicas, função que exerceria até 1968.
Em 1962, foi nomeado diretor do Departamento de Procuradoria-Geral da Prefeitura da capital pernambucana, função que desempenhou até 1963.
Nesse mesmo ano tornou-se Secretário de Assuntos Jurídicos e, mais tarde, de Abastecimento e Concessões, permanecendo nesses cargos até 31 de março de 1964, época em que esteve filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Em 1967 tornou-se professor titular da cátedra de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco.
Em 1968 candidatou-se à prefeitura de Olinda e foi eleito com grande votação, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Renunciou dois dias após assumir o cargo, em virtude da edição do Ato Institucional nº 5 (13-12-1968) e da imediata cassação do mandato de seu vice-prefeito.
Afastado da política, passou a lecionar na Escola Superior de Relações Públicas de Recife, onde permaneceu até 1970, quando candidatou-se e elegeu-se deputado federal por Pernambuco na legenda do MDB, com a maior votação do estado.
Junto com outros deputados fundou o grupo dos "autênticos" do MDB, a ala mais à esquerda do partido de oposição.
Em maio de 1971, tornou-se vice-líder do MDB na Câmara dos Deputados.
No pleito de 1974 elegeu-se senador por Pernambuco na mesma legenda.
Casou-se com Maria Carolina Vasconcelos Freire, com quem teve quatro filhos.
Foi ministro da Reforma Agrária, no Governo José Sarney, de 4 de junho a 8 de setembro de 1987, posto que ocupava quando morreu em um acidente aéreo em viagem de serviço, no sul do Pará.
Publicou Contribuições para um levantamento da produção científica em Pernambuco (1956), Noções fundamentais de Direito (1968) Oposição no Brasil, hoje (1974) e Nação oprimida (1977).

Fonte: onordeste.com