segunda-feira, 2 de junho de 2014

Em Serrita: Secretário do meio ambiente é preso por suspeita de crime ambiental.


A Polícia Federal em Pernambuco apresenta, neste sábado, o resultado de uma operação que resultou na prisão do secretário de Meio Ambiente do município de Serrita, Antônio da Cruz Sampaio, de 61 anos. Suspeito de crime ambiental, ele foi detido na quarta-feira desta semana, em uma ação realizada em conjunto com o Ibama.
O secretário foi preso em flagrante e foi autuado pela garimpagem sem autorização legal, que prevê de um a cinco anos de prisão, por utilizar substância tóxica, no caso o mercúrio, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão e também por executar extração de recursos minerais sem a autorização, que prevê de seis meses a 1 ano e multa e ainda por fazer funcionar serviços potencialmente poluidores, com detenção de um a seis meses. Caso seja condenado, ele poderá pegar penas que ultrapassam os seis anos de reclusão. O Ibama também arbitrou multa no valor de R$ 200 mil. O suspeito foi encaminhado para a Cadeia Pública de Salgueiro, onde ficará a disposição da Justiça Federal.
Anônio da Cruz, que também é construtor civil, foi preso durante uma vistoria fiscalizatória em uma olaria que ficava localizada na Avenida Pedro Nogueira Sampaio. na Vila do Ipsep em Serrita, sertão de Pernambuco. Investigações apontavam para a prática de garimpo ilegal e beneficiamento de ouro, usando substâncias tóxicas ao meio ambiente, como mercúrio.
No local, os agentes constataram a existência de máquinas em pleno funcionamento, como moinho, britador, motores à diesel, centrífuga, bomba d’água, cilindro de oxigênio, maçarico, mangueiras e mercúrio. Os equipamentos e substâncias utilizados para a extração de ouro, provocam sérios danos ambientais. Os animais (cachorros, bodes e carneiros) bebiam água de um tanque de decantação contaminado pelo mercúrio e, caso houvesse um transbordamento dos reservatórios, o material poderia afetar seriamente os lençóis freáticos de água.
O local também não tinha licença exigida para a extração do ouro e os garimpeiros não possuíam licença para o trabalho. Os homens retiravam pedras da região, as quebravam em pedaços menores, levavam para o para serem processadas para a extração do ouro, que ficava retido em placas metálicas e queimadas com o auxílio de um maçarico.
De acordo com a PF, o preso já possuía dois processos por garimpo ilegal tramitando na Justiça Federal de Salgueiro. No interrogatório, ele informou que é o proprietário da olaria e que já no ano passado o promotor de Justiça de Serrita havia pedido uma pesquisa sobre a poluição produzida pelo empreendimento e que, por perder o prazo, teve que fechá-la, não tendo licença para funcionar e estando agindo de forma irregular por aproximadamente dois anos.
O secretário informou também que paga uma diária de R$ 30 reais para as pessoas que trabalhavam na extração do ouro e que as pedras são trazidas de diversos locais como Salgueiro, Sítio Barra Verde, Ingá, Poço do Cachorro e Gavião, todos em Serrita. Por fim, ele relatou que vende o grama do ouro por R$ 55 ou 60 reais para lojas de jóias e pessoas físicas, assumindo toda a responsabilidade da extração e pala propriedade dos materiais encontrados.

Da redação do Blog do Jair Ferraz

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