CONTATOS PARA ANÚNCIO: thiagoferraz@outlook.com.br

CONTATOS PARA ANÚNCIO: thiagoferraz@outlook.com.br

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Testes nas vísceras de empresário tiveram que ser feitos na Paraíba

Corpo do empresário Paulo César Morato foi encontrado em motel, em Olinda (Foto: Bruno Marinho/G1)
Por G1 PE

Um dos exames das vísceras do empresário Paulo Cesar Barros Morato, achado em um motel de Olinda, no Grande Recife, no dia 22 de junho e alvo da Operação Turbulência, da Polícia Federal, teve que ser feito em um laboratório da polícia da Paraíba.
A decisão foi tomada por causa de um problema técnico.
O equipamento usado no Instituto de Criminalística Professor Armando Samico (ICPAS), da Polícia Científica de Pernambuco, estava quebrado, de acordo com informações da Secretaria de Defesa Social (SDS), e não havia condições de fazer o teste toxicológico.
Segundo a SDS, diante da repercussão do caso, havia a necessidade de agilizar todos os exames.
Como o cromatógrafo gasoso acoplado ao espectofotômetro de massa (CGMS) estava em manutenção no momento em que chegou a requisição para o exame, um técnico pernambucano acionou o laboratório localizado em João Pessoa (PB), que mantém convênio com a polícia de Pernambuco há muitos anos.
“Destaca-se que em situações normais, não havia necessidade desse deslocamento, visto que teríamos o tempo necessário para aguardar o fim da manutenção”, informa  a SDS.
A SDS esclareceu que o técnico levou para aParaíba amostras das vísceras de Morato, na terça-feira (28), e já retornou ao Recife. Os demais exames estão sendo feitos na capital pernambucana. A Secretaria de Defesa Social informou, ainda, que os laudos só serão divulgados depois do encerramento de todas as análises.
De acordo com a Gerência Geral de Polícia Científica, o Laboratório de Toxicologia do ICPAS está equipado com aparelhos capazes de realizar diversas análises toxicológicas. Recebe peritos criminais de outros Estados para realizar testes, contribuindo de forma positiva para o crescimento da perícia no país.

Polêmica

Coletiva da SDS-PE sobre caso Morato (Foto: Bruno Marinho/G1)

A polêmica em torno do Caso Morato surgiu quando o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) denunciou possíveis ingerências políticas na investigação. Os sindicalistas chegaram a apresentar um documento no qual a delegada titular do inquérito, Gleide Ângelo, autorizaria uma perícia complemnetar no Motel Tititi, um dia depois de o corpo ter sido achado. Tal análise jamais chegou a ser feita.
As polícias Civil, Federal e Científica descartaram, na tarde de segunda-feira (27), a possibilidade de interferências externas ou de falhas na perícia nas investigações. Em coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Defesa Social, o secretário em exercício de Defesa Social, Alexandre Lucena, garantiu que não houve falha na perícia, e sim de comunicação quanto à realização de uma perícia complementar no dia seguinte à morte do empresário.
Também participaram da coletiva o chefe da Polícia Civil, Antonio Barros; a delegada responsável pela investigação da morte do empresário, Gleide Ângelo; o superintendente da PF, Marcello Diniz;a gestora da Polícia Científica, Sandra Santos; o perito papiloscopista Lauro Macena; e a perita criminal Vanja Coelho.
Segundo Lucena, o perito papiloscopista entendeu que poderiam ser feitas mais perícias e, sem comunicar à Gleide e à Vanja, deixou um documento para os peritos de plantão do dia seguinte, que entenderam que deveriam ir até o local para fazer as perícias complementares. Houve um ruído na comunicação: o perito não se expressou direito. Mas não houve uma falha da investigação: todas as perícias possíveis foram efetuadas. A perícia complementar, segundo a própria delegada que coordena a investigação, não seria necessária e é ela que coordena a investigação, e não seus auxiliares.

Federalização da investigação

A pressão para a celeridade nas investigações da morte de Paulo César Morato aumentou. Após o Sinpol informar que procurará o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o deputado estadual Edilson Silva (PSOL) enviou uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando que as investigações do caso sejam assumidas pelo órgão em questão e pela Polícia Federal (PF).

Na terça-feira, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou ser contra a federalização do caso. Ele assegurou que confia no trabalho realizado pela Polícia Civil do estado.