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quinta-feira, 16 de junho de 2016

RMR - Polícia investiga casos de extorsão em hospitais no Grande Recife

Por G1-PE

Imagem ilustrativa

Golpistas se passam por médicos para extorquir familiares de pacientes.
Casos foram verificados em duas unidades do Recife e de Olinda, na RMR.
A Polícia Civil iniciou investigações de três casos de extorsão de familiares de pacientes internados em hospitais do Recife e da Região Metropolitana (RMR). De acordo com queixas feitas pelas vítimas, os estelionatários se passam por médicos durante ligações para pedir dinheiro. Segundo os criminosos, a quantia seria utilizada para possibilitar o tratamento dos internados.
Para o policial, é preciso considerar todos os profissionais que atuam nas unidades de saúde durante as investigações. “Além dos médicos, existem várias pessoas que atuam junto aos pacientes e que podem ter acesso ao cadastro dos internados, profissionais terceirizados ou profissionais que fazem serviços de limpeza”, explica. Até o momento, ninguém foi preso.
Ainda segundo Ferreira, a orientação inicial é desconfiar de qualquer contato telefônico feito pelos hospitais para pedir quantias financeiras com o objetivo de assegurar o tratamento dos pacientes. “Não existe nenhum registro de transação comercial feito por hospitais através de ligação. Os assuntos sempre são tratados pessoalmente”, sinaliza o delegado.
Procurado pela reportagem, o Real Hospital Português esclareceu que os valores referentes à conta hospitalar devem ser pagos somente na tesouraria da unidade de saúde. De acordo com o RHP, o recebimento de honorários médicos é de inteira responsabilidade desses profissionais de saúde, deixando o hospital isento do acordo. O Hospital São Salvador também foi procurado, mas não deu respostas sobre o assunto.
De acordo com o delegado Jorge Ferreira, responsável pelos casos, os golpes aconteceram com familiares de pacientes internados no Real Hospital Português (RHP), no Recife, e no Hospital São Salvador, em Olinda. “Segundo os familiares, os falsos médicos falam da necessidade de complementar o pagamento do tratamento com um depósito”, explica.