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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Médico plantonista se revolta contra falta de ambulâncias no Hospam de Serra Talhada


Por Jornal Desafio


O Médico Lourival Rodrigues denunciou em no programa Sertão Notícias, na Cultura FM,  a falta de ambulâncias no Hospital Agamenon Magalhães, em Serra Talhada.
“Sexta-feira, ao chegar ao plantão no horário da noite, já que no período diurno, não havia obstetra de plantão, a enfermeira me chamou para ver uma gestante de um prematuro que apresentava descolamento prematuro de placenta”.
A questão requer tratamento imediato sob risco de morte ao feto e da gestante.  A queixa é de que o plantonista anterior solicitou transferência no período da manhã, e por falta de ambulância ela passou a correr risco. “Pede a um município, pede a outra, uma tá viajando, uma tá quebrada, foi o que ouvimos”, reclamou.
E acrescentou: “isso está se tornando corriqueiro. Houve transporte com técnico segurando soro, usando lanterna de celular, ambulância dando pane. Falo como cidadão e como médico. Muitas vezes a população tende a culpar o médico quando ele também é vitima do que está acontecendo no Estado”, questiona.
Graças ao profissional, um procedimento de urgência salvou a paciente. “A paciente está bem, a criança também”. Mas questiona: “se médico fosse seguir as normas não teria nenhuma cirurgia no Hospam. A condição estrutural é boa, mas médico é para operar com outro médico. Nos submetemos a operar com técnico de enfermagem, para evitar transferências”.
“O pessoal de Geres, da gestão do Hospital, da Secretaria Municipal de Saúde tem que tomar providência. Já os políticos ficam mais no discurso do que na prática.  O Hospital é antigo, não tem o número suficiente de médicos. Não posso reclamar da estrutura física. Mas posso ter o melhor avião do mundo. Se não tiver quem pilotar, não adianta”, concluiu.
Queixas também no HR Emília Câmara: esta manhã, também houve críticas contra o atendimento no Hospital Regional Emília Câmara – HREC, em Afogados da Ingazeira. As ambulâncias  estariam paradas em um estacionamento da unidade. Outra queixa foi a de que médicos plantonistas estariam se recusando a ir para Recife com pacientes graves. A Direção da unidade prometeu apurar o caso.