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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nove projetos da UFPE vão pesquisar o vírus zika. Campus Vitória também é contemplado

Projeto da professora Christine Lamenha foca na fase larval. Fotos: Passarinho
Dos 21 projetos aprovados, nove são da UFPE, sendo oito das várias unidades acadêmicas, como a Enfermagem da UFPE de Vitória de Santo Antão
A UFPE teve nove projetos aprovados no edital “Estudos e Pesquisas para Políticas Públicas Estaduais em Apoio Emergencial para o Estudo do Vírus Zika”, lançado em parceria pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). Em cerimônia realizada ontem (12), no Palácio do Campo das Princesas, presidida pelo governador Paulo Câmara, foram assinados os termos de outorga dos 21 projetos contemplados no edital, com recursos no valor de R$ 3 milhões. A solenidade teve a participação do reitor Anísio Brasileiro, secretários de Estado, deputados e do presidente da Facepe, Abraham Benzaquem Sicsu.
“Dos 21 projetos aprovados, nove são da UFPE, sendo oito das várias unidades acadêmicas, como a Física e a Nutrição, no Recife, e a Enfermagem, em Vitória de Santo Antão, e um no Hospital das Clínicas”, destacou o reitor Anísio Brasileiro. Dos R$ 3 milhões investidos pelo Governo do Estado, quase R$ 1,3 milhão será aplicado em pesquisas da UFPE. “Este é o compromisso da Universidade, que a pesquisa possa auxiliar na melhoria da qualidade de vida da nossa população”, afirmou o reitor. O governador Paulo Câmara lembrou que ainda existem poucas informações sobre o vírus zika. “Precisamos de resultados imediatos e uma das estratégias é continuar as pesquisas em tecnologia e inovação”, disse.
Pesquisa arboviroses UFPE
Governador Paulo Câmara presidiu cerimônia com contemplados. Fotos: Passarinho
A professora Christine Lamenha, do Centro Acadêmico de Vitória (CAV), teve o seu projeto escolhido para representar os demais projetos aprovados na cerimônia de assinatura dos termos de outorga. Ela explicou que as pesquisas serão voltadas tanto ao combate do vetor do zika quanto ao estudo do vírus. O trabalho dela desenvolverá biolarvicidas produzidos a partir de uma bactéria. “Ele tem toda a vantagem inerente ao uso de um produto biológico, natural e inócuo ao meio ambiente”, explicou. A pesquisadora esclareceu que o produto fará o combate ao vetor na fase de larva, diferente de um bioinseticida para o mosquito adulto.
As pesquisas vão receber até R$ 200 mil e terão 18 meses para serem executadas. De acordo com a Facepe, os recursos são um “aporte inicial para projetos de pesquisa que auxiliem grupos de pesquisas relacionadas ao ZIKAV em Pernambuco. O intuito é que evidenciem melhor as causas de contaminação e transmissão, bem como proponham medidas que visem o monitoramento, prevenção e minimização dos efeitos dada a necessidade no Estado”.

Fonte:A Voz da Vitoria