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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Criança de 4 anos morre após deslizamento de terra no Recife

Do G1/PE


Chuva deixou ruas alagadas em Rio Doce, Olinda (Foto: Bruno Marinho/G1)
Uma menina de 4 anos morreu e duas pessoas ficaram feridas após um deslizamento de terra na Rua Visconde Garrett, no bairro de Passarinho, Zona Norte do Recife. Em Olinda, quatro crianças e adolescentes foram soterrados, em Águas Compridas.

Segundo a Secretaria-Executiva de Defesa Civil, com o desmoronamento da barreira, um muro construído de forma irregular caiu em cima da casa onde a criança morava. A residência ficou completamente destruída.

“Provavelmente, alguém que mora em cima da barreira fez um corte irregular. E aí, com a chuva, a barreira cedeu. Os moradores disseram que o desmoronamento foi por volta das 5h”, afirmou o secretário de Defesa Civil, coronel Cássio Sinomar. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, área central.

Outros dois moradores ficaram feridos e foram levados para uma unidade de saúde não informada. Ainda de acordo com o órgão municipal, não foram ferimentos graves.

Essa é a segunda morte este ano provocada por desmoronamento de barreira na capital pernambucana. No dia 17 de abril, um homem de 39 anos morreu no Córrego do Euclides, no Alto José Bonifácio, Zona Norte da capital.

Águas Compridas
Segundo moradores, outro deslizamento deixou mais quatro crianças soterradas no bairro de Águas Compridas, na cidade de Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). Duas delas já foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e as outras duas estão sendo retiradas. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Também segundo moradores, as vítimas foram resgatadas pelos próprios vizinhos, já que a equipe da Defesa Civil ainda não chegou à localidade. O plantão do órgão municipal informou que a equipe não conseguiu sair do prédio e “está ilhada”.

Transtornos
O secretário-executivo de Defesa Civil do Recife, Cássio Sinomar, informou que aconteceu um deslizamento de barreira no Córrego do Curió, na Zona Norte da capital. Houve apenas danos materiais. Outro acidente ocorreu na comunidade Portelinha, na UR-5, no Ibura, na Zona Sul. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma encosta também caiu, na Avenida Vinsconde Garré, em Passarinho, Olinda. A corporação recebeu informações sobre vítimas na residência número 158.
Chuva segunda-feira 30 de maio (Foto: Reprodução/Whatsapp)Casas ficaram ilhadas em Olinda
(Foto: Reprodução/Whatsapp)
O meteorologista Romílson Ferreira revelou que em Olinda foi registrada uma precipitação de 115 milímetros. Na Boa Vista, na área central da capital pernambucana, o acumulado no início da manhã desta segunda era de 89 milímetros. Em Dois Unidos, na Zona Norte, a APAC notificou 85 milímetros de precipitação. A previsão para o resto do dia é de chuva de moderada a forte, o que exige muita atenção de quem precisa dirigir.
A chuva forte deixou todo o Grande Recife preocupado. Por volta das 4h, a Avenida Boa Viagem já tinha se transformado em rio. Não era possível saber o que era pista, ciclovia ou calçada. Tudo estava cheio de água. Na Avenida Conselheiro Aguiar, havia muitos pontos alagados. E na Antônio de Góis, no Pina, alguns motoristas tiveram que pegar a contramão.
A situação também ficou complicada no Barro, Zona Oeste, em na Avenida Norte. Em alguns pontos, a água ultrapassava a altura da porta dos veículos de passeio. A Avenida Abdias de Carvalho também amanheceu coberta.
Alagamento atrapalha fluxo de carros nas proximidades da beira mar de Olinda (Foto: Marcos Correira/TV Globo)Alagamento atrapalha fluxo de carros nas
proximidades da beira mar de Olinda (Foto: Marcos
Correia/TV Globo)
Olinda
Em alguns pontos de Olinda, a situação já era muito difícil às 5h. Na Avenida Getúlio Vargas, em Bairro, Novo, não era possível trafegar. A Praça 12 de março estava completamente alagada. Com a visibilidade muito baixa, o risco de acidente ficou muito alto. Na Rodovia PE-15, perto do viaduto da entrada de Ouro Preto, carros ficaram cobertos.
Acumulado
Até a terça-feira (24), os dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mostravam que cinco dos 14 municípios do Grande Recife já tinham a média histórica de chuvas para o mês de maio.
Até aquela data, Araçoiaba tinha o maior percentual acumulado em relação à media do mês. No município, a Apac registrou 314 milímetros (mm). A média histórica de maio é de 207 mm. Portanto, o acumulado sobre a média é de 152%.
Olinda registrou o 9º maior volume de chuva no mês: 372 milímetros. A média histórica na cidade é de 325 mm. O acumulado sobre a média, até o dia 24 de maio. Ficou em 114%.
Também já superaram a média histórica de chuva para maio as cidades de Igarassu, 114%, Itamaracá, com 111%, e Itapissuma (100%). Paulista notificou acúmulo de 99% e o Recife chegou a 84%.
Por causa das chuvas da manhã desta quarta-feira, foram registrados vários pontos de alagamento no Grande Recife. Houve probblemas com semáforos em Boa Viagem, na Zona Sul, e na Boa Vista, na área central da capital.
Árvore caiu na Avenida Santos Dumont, nos Aflltos (Foto: Cacyone Gomes/TV Globo)Árvore caiu na Avenida Santos Dumont, nos Aflltos (Foto: Cacyone Gomes/TV Globo)