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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Antagonista ao público LGBT, Joel da Harpa critica permissão de transexuais na PM

Deputado criticou alteração do edital da PM, que permite transgêneros e travestis de participar do concurso da PM / Foto: Roberto Soares
Por:JconlineDa Editoria de Política
No Dia Internacional de Combate à Homofobia, o deputado estadual Joel da Harpa (PTN) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta terça-feira (17), para refutar a decisão da Secretaria de Defesa Social (SDS), que se comprometeu a fazer alterações na publicação do edital do concurso da Polícia Militar e permitir que travestis, transexuais e homens trans participem da seleção. O deputado, que foi eleito na esteira da greve da PM em 2014, é conhecido por seus posicionamentos contrários aos direitos do público LGTB. 
Joel costuma trovejar frases consideradas homofóbicas e polariza com os movimentos em defesa do segmento. Para defender o ponto de vista, o deputado, que é policial militar, expressou “voto de repúdio” à alteração e disse que “não dá para aceitar um policial rebolando na rua”. 
O Ministério Público de Pernambuco realizou audiência, nessa segunda-feira (16), e definiu que travestis e transgêneros não serão excluídos da seleção, que conta com mais de 121 mil inscritos.
As alterações no edital devem ser publicadas em até 15 dias úteis, conforme prometido durante a reunião. Nas avaliações físicas (uma das etapas do concurso), por exemplo, as regras serão as mesmas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional – respeitando as características biológicas dos travestis, transexuais e homens trans.
O deputado considerou a decisão como “exagero” e disse que para ser policial é preciso ter um “perfil” (não detalhando qual seria esse modelo). 
“Qualquer polícia do mundo vai entender que um travesti ao entrar na polícia ele vai ficar numa situação difícil, pois infelizmente o edital foi mudado ontem, liberando a entrada de transexuais e travestis na PM-PE. Então, eu acho que isso é exagero, até porque para ser policial antes de tudo precisa ter um perfil e, ao meu ver, com todo respeito aos travestis e transexuais, não dá pra aceitar um policial rebolando na rua. Eu venho aqui colocar a minha indignação pelo edital ter sido mudado”, defendeu o deputado.
Em resposta, o líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), afirmou estar impressionado com a “perturbação” gerada pela questão e preocupado com o risco de “atropelar avanços consagrados na civilização humana e nas leis”. “O edital deve estar de acordo com o que determina a Constituição Federal de 1988, que estabelece que ninguém pode ser discriminado em função da orientação sexual”, avaliou.