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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Petrolândia: Com máquinas pesadas Prefeito tenta impedir ocupação de terra pelo MST.

Local da acupação e acampamento

Integrantes do MST

O coordenador Francisco Terto, em assembléia com integrantes do movimento.

Maquinário pesado que o prefeito enviou para destruir cercas e derrubar barracos.

Acessoa ao acampamento pela BR-316 em frente a um posto de combustível.

Identificação da localização da escola agrícola


Por Jair Ferraz


Na manhã desta quarta-feira dia 20/01/2016, cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pacificamente ocuparam terra localizada próxima à sede do município de Petrolândia, e iniciaram a instalação de um acampamento, cujo nome será escolhido em assembleia.

O terreno ocupado tem a frente voltada para a BR-316, e o acesso é pela BR exatamente em frente a um posto de combustível. O lado direito do terreno está voltado para os fundos da escola agrícola, e os fundos do terreno estão voltados para o município de Tacaratu. Técnicos farão a demarcação geográfica da área, a localização, e os limites.

Sem nenhum documento, medida legal, ou ordem judicial na mão, apenas usando do autoritarismo ditatorial, e abusando do poder, segundo o que observamos, o prefeito enviou máquinas ao local, e deu ordem para destruir cercas, e derrubar barracos levantados pelos integrantes do movimento. Não foi necessária tal atitude radical, pois houve acordo entre o MST e o Prefeito, e por fim foi dada a ordem que a máquina se retirasse do local, e voltasse para a garagem.

Também deixaram o local policiais militares da 4ª CIPM, Equipe do GATI e Guardas Municipais, que desde às 5 horas da manhã desta quarta-feira estavam em campo, trabalhando para garantir a paz, a ordem, e a integridade das pessoas, e preparados para combater qualquer excesso.

A ocupação foi coordenada por Francisco Terto, que faz parte da Direção Estadual do MST, e no local houve uma assembleia entre os integrantes do movimento, cuja discussão foi gravada, e transcrita nos próximos paragrafos desta materia.

Segundo Terto, a “Prefeitura alega que não é para ocupar terras do Instituto Federal, e o que não for do Instituto Federal, pode organizar a ocupação dos sem tetos”. Diz ainda que “vai até a Companhia Estadual de Habitação, em Recife, para solicitar o cadastro das famílias, e que para isso tem que dar um nome ao acampamento, e vai aproveitar a oportunidade para homenagear um lutador ou lutadora do povo”, enfatizou.

Foi dado um alerta aos integrantes do movimento, para não entrarem em terras que pertencem ao Instituto Federal. Vai ser feito um estudo cartográfico, e “não haverá obstáculo para a realização deste trabalho”, assim afirmou o INCRA.

O coordenador revelou ainda que a ocupação tem como objetivo principal “a construção de um belo condomínio, para se morar e se viver, que tem muita gente que precisa, pois o MST trabalha com pobreza”, exaltou Francisco Terto.

Um dos assuntos discutidos na assembleia, e que chamou a atenção do Blog do Jair Ferraz, foi quando o coordenador Terto disse que “falou com o prefeito por telefone e disse que ia fazer uma grande fuzarca, que ia sair até nos jornais nacionais de televisão, e que ele se cuidasse com a sua Prefeitura, pois nós vamos organizar as famílias para resistir, e ele ficou apenas no mais, mais, mais...”, e o coordenador Terto disse que “não tem mais, mais, mais não meu amigo, aqui é terra do assentamento, você tá doido?!”. “E que o prefeito insiste em dizer que é terra do município”. O coordenador rebateu o prefeito dizendo que “ele está se apropriando do que é público, e o que é público tem que dar para o povão”. E lembra que em Petrolândia não existe o programa “Minha Casa, Minha Vida”, criado no governo do Presidente Lula.
 
A ocupação foi concretizada pacificamente, com acordo entre ambas as partes, MST e Prefeitura.