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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pernambuco: Sindicatos e central dizem não à proposta de reforma da previdência



É possível que o governo envie ao Congresso ainda este semestre a proposta de uma nova reforma da previdência, aumentando em cinco anos a idade mínima para a aposentadoria, passando para 65 os homens e 60 as mulheres. Tal medida, antes mesmo de ser implantada, está desagradando e muito a classe trabalhadora. Em nota (ver abaixo), a Executiva Nacional da CUT critica posição do governo e já adianta que deve ir às ruas mais uma vez para que os trabalhadores não paguem essa conta.
“Não se retiram direitos. Essa é a nossa tese. Antes de o governo pensar em reforma, ele precisa verificar o que foi desviado do caixa da Previdência e fazer esse montante retornar. É preciso que se fiscalizem também as sonegações. Só isso ia por abaixo qualquer teoria de déficit”, dispara o diretor da CUT-PE e do Sindsep-PE, Sérgio Goiana.
Segundo projeções do Tesouro Nacional, o déficit do Regime Geral da Previdência, o INSS, até novembro de 2015, era de R$ 91,4 bilhões. Segundo informações do governo, de 2014 para 2015, esse déficit cresceu 38,9%. Essa reforma é uma das apostas do governo para melhorar a crise. Uma outra seria a reedição da CPMF. A meta é economizar R$ 8 bilhões logo no primeiro ano da reforma.
No entanto, Dilma promete que não fará nada sem consultar os trabalhadores. A ideia é remeter o assunto ao Fórum do Trabalho e Previdência, formado por trabalhadores, empresários, governo e Congresso. “Estamos atentos”, adverte Sérgio Goiana.