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domingo, 27 de dezembro de 2015

Petrolândia: Impedimento no governo dos outros é refresco!


O time da traição: 
Eduardo que traiu Lula e Dilma, Jane que traiu o seu partido, e o "menino" que traiu Dilma, Lula, Inocêncio, Alberto Feitosa, e o povo de Petrolândia.
 

Por Daniel Filho:
Blog Gota d'Água.
Link:http://www.bloggotadagua.com.br/2015/12/impeachment-no-governo-dos-outros-e.html


 
Em fala ao Blog do Magno o prefeito de Petrolândia, Lourival Simões, se mostrou favorável ao impedimento do mandato da presidenta Dilma Rousseff, contrariando o posicionamento de diversos juristas, e do próprio partido (PSB): “O País chegou a um estágio tão degradante de corrupção e indecência que não dá mais para conviver com uma presidente que não governa, e que perdeu todas as condições e o respeito do povo brasileiro”.
 
Sua insatisfação chegou ao ponto de sequer participar da inauguração da segunda Estação de Bombeamento - EBV-2, do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco em Floresta, um dos poucos gestores municipais a não comparecer.
Como cidadão tem o direito democrático legítimo de se posicionar como desejar, mas, como gestor, tem legitimidade moral para se posicionar a favor do impeachment? Vamos analisar:

Impedimentos: Motivações.

Pedalas fiscal é a principal base de apoio para “justificar” o andamento do processo. Simplificando trata de um procedimento administrativo do governo em adiar uma despesa. Com dificuldades para arrecadar e sem conter gastos, governos (federal, estaduais e municipais) buscam melhorar as estatísticas das contas públicas adiando as despesas de um mês para o outro. O Tribunal de Contas apresenta um parecer com recomendações de aprovação ou rejeição que serão, posteriormente, analisadas por parlamentares.

Notícias acerca de problemas nas contas da prefeitura de Petrolândia foram comuns em seus dois mandatos, como podemos ver nos dois exemplos abaixo:

  • Contas rejeitadas previamente, depois aceitas com ressalvas (2009): Matéria publicada em um blog da cidade de Petrolândia.

Além dos “ajustes” feitos para garantir o pagamento dos servidores municipais, como cancelamento de todas as festividades do município, demissões e a não realização de concurso público, por exemplo. Portanto, na principal argumentação da tese, o prefeito não tem muito que apontar sem ser apontado.

Corte de água:
Em nota denunciou que cerca de 5 mil (5.000) pessoas ficaram sem água para abastecimento humano por corte de energia no bombeamento do reservatório da EB1, no Icó-Mandantes. O problema é que sua preocupação só se dá quando a falha é da esfera estadual ou federal. Centenas de famílias convivem com a escassez de água em assentamentos, acampamentos, e no Bairro Nova Esperança. Problema que seria resolvido facilmente com recursos próprios do município ou mesmo captação de recursos estaduais e federais. Mas não resolve.

Incompetência em governar.

Soma-se a esse ponto a incompetência de tentar unir as partes políticas para resoluções, visto que ele provoca, em notas que deveriam buscar união dos poderes para resolução, todos que se oponham a sua gestão. Convoca a união política “sem conversa torta ou fiada”. Não tem maioria na câmara de vereadores e, os poucos da situação que ficaram não conseguem tecer defesas a sua gestão. Além das constantes dança de cadeiras entre líderes de governo (ora o vereador Sílvio Rogério, depois o vereador Eudes Fonseca, depois voltou para Sílvio...). Os índices de rejeição de sua gestão são tão baixos quanto o da presidenta. Logo, como clamar pelo impeachment por ingovernabilidade?

Estelionato eleitoral.

Sinceramente os dois planos de governo do atual gestor são perfeitos e podem ser assumidos por qualquer pré-candidato. Não somente pelo fato de ter sido construído junto às comunidades, mas, principalmente, porque quase nada foi cumprido. Onde estão as trezentas (300), depois trezentas e cinqüenta (350), depois quatrocentas (400) casas do Programa Minha Casa, Minha Vida? As creches, que receberam os recursos federais para serem construídas? A revitalização da orla fluvial com a construção do píer? O auxílio financeiro prometido aos professores da zona rural, contratados, e que não têm opção de transporte público, e péssimas estradas, para chegarem às suas escolas? Central de Informações do Agricultor? Ampliação da eletrificação rural (agora o problema se agrava, pois a área urbana também enfrenta problemas com iluminação pública)? Além de diversos Termos de Ajuste de Conduta (TAC) assinados e não cumpridos. Para ajudar na análise do leitor do “que foi prometido e ninguém prometeu", veja e leia os dois planos de governo, mais da metade é pura mentira.






É possível conviver com um governante que não governa?

Sim, desde que...

  • Assuma a inabilidade política aberto às mudanças significativas;
  • Seja transparente e complacente com os que pensam diferentes;
  • Faça das críticas porto seguro para melhoria de sua gestão e não as tome para o lado pessoal;
  • Não faça do público, privado (nem privada).

Vale lembrar todas as alianças que fez com o PT e movimentos sociais até aqui, foram cruciais para suas vitórias. Assim como, sempre que clamar pelo impedimento da Presidenta, lembrar que, “por muito mais”, poderia também sofrer o mesmo processo. Encerramos com a frase da prefeita de Floresta Rosângela Maniçoba, que, com personalidade, antecipou o posicionamento do partido (PSB): “Eu desejo que o governo federal avance. Torcer contra o governo referendado pela escolha popular é torcer contra o Brasil”. Prefeito, não torça contra o Brasil, nós não torcemos contra nosso Município, muito menos contra a democracia.
Fonte: Blog do Mágno Martins: