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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pernambuco: CPI das Faculdades Irregulares anuncia reunião em Brasília.

Informe foi feito, ontem, durante encontro do colegiado, realizado em Caruaru.



A CPI das Faculdades Irregulares irá promover reunião no Ministério da Educação (MEC), em Brasília, na próxima terça (22). O anúncio foi feito, ontem, durante encontro realizado pela Comissão, na Faculdade de Filosofia de Caruaru (Fafica), no Agreste. O colegiado vai à capital federal discutir ações relacionadas aos cursos oferecidos ilegalmente em Pernambuco, bem como a situação dos alunos das instituições. A relatora da CPI, deputada Teresa Leitão (PT), afirmou que uma das funções do MEC é fiscalizar os cursos superiores. “Na esfera criminal, já estamos em contato com o Ministério Público Federal, mas o Ministério da Educação precisa ter ciência e suspender as autorizações concedidas a faculdades ilegais”, explicou. A reunião em Caruaru foi proposta, inicialmente, para ouvir depoimentos de representantes de três instituições de ensino: Faculdade de Desenvolvimento e Integração Regional (Fadire), Instituto Superior de Educação de Floresta (Isef) e Faculdade Anchieta. Mas nenhum representante das unidades convocadas compareceu à reunião. “No próximo ano, a CPI vai deliberar se será preciso adotar medidas coercitivas para obrigar essas pessoas a comparecerem e prestarem depoimento, pois temos prerrogativa para isso”, afirmou o presidente da CPI, deputado Rodrigo Novaes (PSD). Com a ausência dos convocados, foram colhidos depoimentos de alunos da Fadire, do Centro de Ensino Pesquisa e Inovação (Cenpi), e do Instituto Educacional, Tecnológico e Profissionalizante Belchior. Os estudantes disseram que foram enganados pelas instituições e pediram a responsabilização dos culpados. “Nós queremos justiça. Gastamos muito dinheiro nos cursos e nos sentimos lesados. Foram anos perdidos”, afirmou Geani Pedrosa de Santana, que, por quatro anos, cursou pedagogia no Cenpi de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte. Rodrigo Novaes recomendou que os estudantes buscassem na Justiça o ressarcimento dos valores pagos às instituições. Ele afirmou também que o Ministério Público Federal já solicitou ao MEC o cancelamento do registro da Fadire e da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). Integrante do Conselho Estadual de Educação e diretor-geral da Faculdade Asces, Paulo Muniz alertou que as pessoas precisam se certificar da legitimidade dos cursos antes de ingressar nas faculdades. “A abertura de uma instituição de Ensino Superior demanda uma série de exigências, que não se concretizam da noite para o dia”, ponderou. O vereador de Lajedo Luciano João denunciou a proximidade das secretarias municipais de educação com faculdades irregulares. “Muitos cursos são oferecidos dentro das escolas da rede, o que gera uma impressão de credibilidade às instituições”, frisou. A deputada Raquel Lyra (PSB) ressaltou a importância da CPI e pediu que os estudantes não se intimidassem, já que a colaboração das vítimas é fundamental. A próxima reunião da Comissão na Assembléia está marcada para o dia 15 de janeiro.