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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

França: Pelo menos 120 pessoas morreram em ataques em Paris.

(Foto: Anne Sophie Chaisemartin via AP)

(Foto: Philippe Wojazer/Reuters)

(Foto: Michel Euler/AP)

(Foto: Christian Hartmann/Reuters)


Pelo menos seis tiroteios e três explosões em diferentes pontos de Paris provocaram a morte de 140 pessoas na noite desta sexta-feira (13/11/15), de acordo com números da prefeitura da capital francesa. Apenas na casa de espetáculos Bataclan, onde acontecia um show, 100 pessoas foram mortas. Outros 40 mortos foram registrados em outros atentados. Uma das explosões aconteceu em um bar perto do Stade de France, onde acontecia um amistoso entre a seleção local e a Alemanha.
A polícia francesa registrou dezenas de mortos apenas nos arredores do Stade de France, onde espectadores invadiram o gramado para se protegerem. Os cidadãos foram orientados a voltar para casa, pois muitos terroristas ainda estavam na rua durante a madrugada de sábado em Paris. O episódio ocorre cerca de 10 meses depois do atentado à redação do jornal satírico Charlie Hebdo.
No primeiro pronunciamento após os atentados, François Hollande informou que as fronteiras serão fechadas e que o estado de emergência foi decretado. De acordo com ele, buscas devem ser feitas em todo o território. "Frente ao terror, a França deve ser forte, deve ser grande", declarou Hollande, pedindo a confiança da população francesa.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento em rede televisiva oferecendo ajuda ao governo francês para responder aos ataques. O mandatário frisou que o ocorrido não é apenas contra o povo da França, mas contra a humanidade e contra os valores compartilhados pelos dois países. "Estamos com eles na luta contra o terrorismo e o extremismo", disse. "Os que acham que podem aterrorizar o povo da França estão errados."
A presidente Dilma Rousseff, em publicação em rede social, também comentou o ocorrido: "Consternada pela barbárie terrorista, expresso meu repúdio à violência e manifesto minha solidariedade ao povo e ao governo francês."
Segundo as primeiras informações, o presidente François Hollande estava no Stade de France e precisou ser evacuado.
No primeiro tiroteio, um indivíduo abriu fogo com um fuzil kalashnikov em um restaurante no 10º arrondissement e, de acordo com a emissora BFM-TV, matou "várias pessoas". Logo em seguida, ao menos 50 disparos foram ouvidos na célebre casa de espetáculos Bataclan, perto da redação do "Charlie Hebdo", onde acontecia um show. Foi divulgado a princípio que havia cerca de 100 reféns no local e que alguns foram libertados. Em seguida, a prefeitura confirmou que 100 pessoas foram mortas no local.
Os terroristas que invadiram o Bataclan mataram reféns "à sangue frio", disse uma testemunha que conseguiu escapar do local à CNN.
Pouco depois, o palco de tiroteios foi o 11º arrondissement, onde 12 pessoas ficaram caídos no chão. Após os ataques, Hollande iniciou uma reunião de emergência no Ministério do Interior.
Os tiroteios reacendem o clima de terror instaurado na cidade em janeiro passado, quando dois homens armados invadiram a sede do "Charlie Hebdo" e mataram 12 pessoas. Dois dias depois, outro jihadista sequestrou um mercado kosher em Paris e deixou quatro mortos. Antes disso, ele já havia matado uma policial durante uma troca de tiros.
A polícia francesa divulgou que há reféns na sala de espetáculos Bataclan, no XI bairro de Paris, na avenida Voltaire.

Fonte da notícia: Jornal do Brasil