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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Delator indica que Odebrecht sabia de propina que teria sido paga a Eduardo Campos


O executivo da Camargo Correa, Dalton Avancini, disse em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato que a empreiteira pagou R$ 8,7 milhões para a campanha do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (morto durante a campanha presidencial em 2014). O dinheiro teria sido repassado por meio de um contrato fictício do Consórcio CNCC para obras de terraplanagem da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca.
Esta foi a primeira vez em que Avancini declara repasse de dinheiro para a campanha de um político. O delator já havia confessado o repasse de R$ 110 milhões em propina a ex-diretores da Petrobras.
O Consórcio CNCC é liderado pela Camargo Correa e com participação da Odebrecht, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão. No depoimento prestado no dia 6 de maio, Avancini disse que as empreiteiras teriam pago individualmente a propina ao ex-governador de Pernambuco.
O depoimento de Avancini serviu como base para a deflagração da 14ª fase da operação Lava Jato, nesta sexta-feira (19), e que terminou com a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Camargo Gutierrez.
Avancini não detalhou em seu depoimento de que maneira os repasses influenciaram na obra (tocada pela Petrobras) e nem em que ano eles foram feitos. Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em 2006 e reeleito em 2010.
Essa é a segunda vez que o nome de Eduardo aparece em depoimentos da Lava Jato, ainda em 2014, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse ter intermediado o pagamento de R$ 20 milhões para a campanha de reeleição do socialista em 2010.
Em nota ao jornal O Estado de São Paulo, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) informou que todos os recursos financiadores da campanha de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco foram arrecadados legalmente e que as contas da campanha à reeleição em 2010 foram aprovadas pelo Tribunal regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
A Queiroz Galvão negou envolvimento em pagamentos ilícitos a agentes públicos em busca de obtenção e vantagens em contratos e que todas as suas doações seguem a legislação eleitoral.

Fonte: NE10