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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conselho da Fetape define rumos do Movimento Sindical Rural


 
Por Daniel Barros
Presidente da FETAPE
Esta semana (30/06 e 01/07), a FETAPE reunirá seus 179 sindicatos filiados, em Carpina, durante o seu 2º Conselho Deliberativo de 2015, e o primeiro após a morte de uma das maiores lideranças do Movimento Sindical Rural (MSTTR) de Pernambuco, o deputado estadual Manoel Santos. Durante a atividade, que reunirá mais de 400 sindicalistas de todo o estado, os participantes debaterão a atual conjuntura local e nacional, decidirão sobre os passos necessários ao fortalecimento do MSTTR, além de colocarem em pauta as eleições de 2016 e 2018.
O Movimento Sindical passa por enormes transformações em sua representação, e a FETAPE vem incorporando essa discussão em sua base, devendo aprovar também, nesse Conselho, estratégias de fortalecimento da agricultura familiar e do trabalho assalariado, com estruturas específicas, para avançar cada vez mais nas conquistas de politicas públicas para o campo.
A FETAPE, como legítima representante dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais, entende que há uma tentativa clara de desvalorização do papel do Movimento Sindical no estado. Essas iniciativas partem justamente daqueles que se sentem incomodados com as ações de cobrança e denúncia, por parte da Federação, que tem atuado de forma firme e determinada.
O momento vivido pelo País não pode ser motivo do nosso afastamento da política, que tem papel fundamental na vida das pessoas. Nesse sentido, é responsabilidade da FETAPE discutir com sua base a necessidade de um debate aprofundado sobre projeto de sociedade. A grande maioria dos políticos está numa posição de “quanto pior melhor”, sem nenhuma responsabilidade com a população; e pensando simplesmente em tirar proveito dessa crise. É impressionante como todos os problemas são atribuídos à presidenta da República, como se ela tivesse poder absoluto para governar o País, estados e municípios.
A FETAPE tem feito cobranças claras ao Governo Federal, entendendo que há erros que precisam ser corrigidos, mas não é possível aceitar as tentativas de criminalização do PT e da presidenta. É só observar o discurso da maioria dos prefeitos e governadores. Eles atuam sem nenhuma responsabilidade, fazendo parecer que não foram eleitos também para governar os municípios e os estados.
Há casos em que financiamentos do Governo Federal são omitidos para demonstrar um falso descaso com os projetos iniciados. Por exemplo, em alguns municípios, máquinas doadas para atender à população rural estão tendo a logomarca do Governo Federal apagada.
É contra esse tipo de demagogia que precisamos atuar. Sabemos do papel que a classe trabalhadora tem no apontamento do rumo do nosso País, estado e municípios. E neste particular, a FETAPE não fugirá de suas responsabilidades e compromissos. Há um abismo entre a atuação de vários vereadores, prefeitos e deputados e o meio rural. Exemplos disso são secretarias de agricultura sucateadas e vereadores que só atuam em benefício próprio.
Por esse motivo, entendemos que é fundamental que em 2016 e 2018 sejam eleitos representantes do Executivo e do Legislativo comprometidos com a qualidade de vida da nossa gente. Pessoas que desempenhem ações que fortaleçam o campo, diferente do que ocorre hoje, em vários municípios, onde iniciativas têm provocado a saída das pessoas dos seus locais de trabalho. Temos que assegurar que, cada vez mais, esses espaços sejam ocupados por verdadeiros representantes da agricultura familiar e do trabalho assalariado.