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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Policia Federal desarticula associação criminosa na prefeitura de Araripina


Uma associação criminosa na gestão municipal de Araripina, no Sertão de Pernambuco, foi desarticulada ontem pela Polícia Federal (PF). A operação “Paradise”, iniciada em 2013, foi deflagrada com 23 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão temporária na prefeitura da cidade, comandada por Alexandre Arraes (PSB). As investigações revelaram crimes como fraudes em licitações e desvios de recursos públicos, que deveriam ter sido utilizados na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas no município com verbas oriundas do Ministério da Educação.
 
Confira a nota da Polícia Federal sobre a operação Paradise:

A polícia federal, por meio da delegacia de Salgueiro, e a controladoria geral da União, regional de Pernambuco, deflagraram na manhã de hoje, dia 07\05, a operação Paradise. O objetivo da ação é debelar uma associação criminosa, uma verdadeira quadrilha que se instalou na prefeitura de Araripina desde a posse do prefeito Alexandre Arraes. As investigações revelaram desvios de recursos públicos, que deveriam ter sido utilizados na construção de escolas, creches e quadras poliesportivas no município de Araripina/PE com verbas oriundas do Ministério da Educação.
O nome da operação é uma alusão a um loteamento fechado, denominado Paraíso, que um dos investigados está construindo na cidade de Araripina.
As investigações se iniciaram em 2013 e revelaram que há um ajuste, um acordo entre os licitantes para fraudar as licitações, uma vez que pela análise dos quadros societários das empresas licitantes e vencedoras, há empregados domésticos e parentes dos principais envolvidos nos quadros societários. Igualmente, foi verificada a concessão de descontos padrões nas ofertas realizadas, típico de quem não está realmente disputando, “brigando” para vencer a licitação. Após a licitação, com a assinatura do contrato, não é a empresa vencedora que executa a obra, mas sim as empresas de Paulo Arraes e de Ricardo Arraes (irmãos do prefeito de Araripina) que executam as obras. Não há pagamento dos encargos sociais (não há recolhimento do INSS e do FGTS); as obras se protraem no tempo, no intuito de se conseguir mais e mais aditivos contratuais, sempre com a intenção de lucrar mais. Serviços não são executados, porém são pagos; algumas vezes pagos em duplicidade. Os engenheiros da prefeitura inserem dados falsos (fotografias e atestes de medições nos sistemas do FNDE) - tudo para liberar os recursos federais.
Foram cumpridos mandados nas cidades de Araripina\PE, Juazeiro do Norte\CE, Assaré\CE e Jaicós\PI. Ao todo, mais de duzentos policiais federais e fiscais da CGU participaram da operação. Os presos foram conduzidos para a delegacia de Polícia Federal em Salgueiro, a fim de serem interrogados em sede de inquérito policial.
 
Fonte: Diário de Pernambuco