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domingo, 31 de maio de 2015

Petrolândia: Comissão de Agricultura da ALEPE discute no Sertão efeitos da estiagem.

Miguel Coelho: "Vamos discutir a cadeia produtiva do Estado"

Rodrigo Novaes: "Precisamos gerar emprego e renda para os jovens".

Colegiado realizou audiências públicas em Floresta e em Petrolândia.

A Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa esteve ontem, no Sertão de Itaparica, para discutir com a população, por meio de audiências públicas, questões relacionadas à seca e ao funcionamento dos perímetros irrigados. Os encontros foram realizados na Câmara Municipal de Floresta, pela manhã, e na Escola Estadual do Distrito de Icó-Mandante, em Petrolândia, à tarde.
Presidente da Comissão, o deputado Miguel Coelho (PSB) conduziu as reuniões, convocadas por iniciativa do deputado Rodrigo Novaes (PSD). As atividades reuniram parlamentares, autoridade, agricultores, pecuaristas, e outros representantes da região.
Em Floresta, o colegiado ouviu a população e os produtores rurais sobre as dificuldades relacionadas à seca, que já duram cinco anos. Durante a audiência, foram cobradas providências para garantir a alimentação dos rebanhos, a manutenção das máquinas de perfuração de poços, a conclusão dos projetos de transposição e de construção de adutoras, o barateamento da energia elétrica, entre outras ações. “Vamos percorrer as regiões do Estado, convocando pessoas do agronegócio, para discutir o que pode ser feito para auxiliar a cadeira produtiva de Pernambuco”, pontuou Miguel Coelho.
Rodrigo Novaes apontou a necessidade de uma política de Estado, para que, no longo prazo, a estiagem deixe de comprometer a subsistência e as atividades econômicas da região. “Precisamos desenvolver ações que ajudem a gerar emprego e renda, para que os jovens daqui não precisem deixar Floresta, em busca de oportunidades”, expressou.
Em Petrolândia, foi discutido o atraso nos repasses da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para a empresa Plena, que presta assistência técnica aos produtores, e à Celpe, que ameaçam a continuidade do funcionamento dos perímetros irrigados. O gerente executivo da Plena, Sergio Carvalho informou que a empresa não recebe da Codevasf desde novembro de 2014. “Mesmo sem receber, não paramos, pois temos o compromisso de atender os produtores. Estamos buscando honrar os salários com recursos próprios, mais já estamos sofrendo restrições materiais”, disse.
O chefe do escritório da Codevasf em Itaparica, Alessandro Xavier, atribuiu ao ajuste fiscal do Governo Federal a dificuldade para honrar os compromissos. “Até 2013, o orçamento da estatal era de mais de R$ 60 milhões, hoje é pouco maior do que R$ 20 milhões. Houve uma diminuição drástica”, justificou.
Miguel Coelho anunciou medidas no âmbito federal para se chegar a um acordo entre as partes a fim de que não ocorra corte na energia dos perímetros e a Plena possa manter sua operação. Rodrigo Novaes disse que a comissão e o movimento União Pelo Nordeste encaminharão medidas à Celpe e buscarão garantir recursos em encontro com os ministérios das Cidades e da Integração Nacional.