CONTATOS PARA ANÚNCIO: thiagoferraz@outlook.com.br

CONTATOS PARA ANÚNCIO: thiagoferraz@outlook.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2015

SP: Filho de Geraldo Alckmin morre em acidente de helicóptero

Thomaz Alckmin ao lado da primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin - Folhapress / Alessandro Shinoda


O filho do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), Thomaz Alckmin, de 31 anos, morreu no final da tarde na queda de um helicóptero que também matou outras quatro pessoas em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Thomaz era o caçula de três filhos do governador.

O helicóptero em que ele estava decolou para um voo de teste às 17h02 do hangar da empresa Helipark, especializada em manutenção aeronáutica, e caiu por volta de 17h20 sobre o telhado de uma casa em construção, localizada a cerca de 10 quilômetros do ponto de decolagem. Thomaz era piloto profissional, mas por enquanto não se sabe se era ele quem estava no comando da aeronave. O acidente ocorreu em uma área residencial na região central de Barueri, próximo à Rodovia Castello Branco.

Até o meio da tarde desta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros havia informado que quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave tinham morrido no acidente. Mas, no início da noite, informou que havia uma quinta vítima, sem detalhar se ela estava na aeronave ou em solo.

O helicóptero pertencia à empresa Seripatri Participações, empresa de investimentos de José Seripieri Filho, fundador e principal acionista da Qualicorp, que administra planos de saúde coletivos. Segundo pessoas próximas ao empresário, ele não estava no voo. Trata-se de um modelo EC 155 B1, fabricado pela Eurocopter France, prefixo PPLLS, segundo registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Helicóptero cai sobre residência em São Paulo - TV Globo / Reprodução

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu a notícia sobre a morte do filho quando cumpria agenda oficial de governo na região de Catanduva, a aproximadamente 400 quilômetros da capital paulista. Durante a manhã, a mulher do governador e mãe de Thomaz, Lu Alckmin, havia participado de visita a uma turma de qualificação profissional do Fundo Social de Solidariedade do Estado. À tarde, ela viajou a Campos do Jordão para passar o feriado de Páscoa retornou para São Paulo, onde recebeu do marido a notícia sobre o acidente.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Seripatri informou que um piloto da empresa, com “mais de 30 anos de experiência”, também estava na aeronave e morreu. Segundo a nota, foram vítimas, ainda, um mecânico da Seripatri e outros dois mecânicos do hangar Helipark. Os nomes dos outros mortos não tinham sido divulgados até 22h desta quinta-feira. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), na Zona Oeste de São Paulo, para posterior liberação para o funeral. O governador já esteve no local onde os corpos estão sendo reconhecidos. Ali encontrou-se com o senador José Serra (PSDB).

De acordo com a empresa Seripatri Participações, o helicóptero tinha quatro anos de uso e aproximadamente 600 horas de voo. A aeronave teria passado por manutenção preventiva horas antes do acidente, de acordo com nota oficial da empresa proprietária. Viaturas do Corpo de Bombeiros passariam a noite isolando o local do acidente, para preservar as investigações sobre o ocorrido.
 
“Neste momento de luto e enorme tristeza para todos, a Seripatri está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas, bem como já destacou profissionais para acompanhar junto às autoridades as investigações das causas do acidente”, informou a Seripatri, na nota.

Pelo menos oito carros de Bombeiros e Polícia Militar foram deslocadas para o local do acidente, bem como uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pela apuração das causas do ocorrido.

Até a noite desta quinta-feira, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, também não havia se manifestado formalmente sobre o acidente. Como o governador ainda não havia se manifestado, seus secretários preferiram se manter em silêncio até que a morte fosse formalmente divulgada. (Com colaboração de Stella Borges, estagiária)
 
 
Fonte: Jornal O Globo