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sábado, 21 de março de 2015

Sindsep-PE comemora aniversário com bolo, parabéns e formação política



Aniversário com direito a bolo, parabéns e formação política. Foi assim que a direção do Sindsep-PE comemorou ontem com a base e os companheiros do movimento sindical, os 26 anos de lutas e conquistas da entidade. “Diante do momento conturbado em que vivemos, precisávamos fazer uma reflexão sobre a atual situação política do país e do servidor público. É nosso dever como sindicato cidadão”, explica a coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira.

As comemorações aconteceram na sede do Sindsep-PE, em Recife, por volta das 15h, com a palestra do servidor aposentado do Incra e filiado ao sindicato, Abdias Vilar. Ele falou sobre aposentadoria no serviço público, tema que está pesquisando há mais de dez anos, fruto de sua tese de doutorado na Unicamp. Ele explica que a sociedade enxerga o trabalho como punição e a aposentadoria como um prêmio. Mas, no governo FHC, se aposentar virou pesadelo. Com as várias reformas na Previdência, os funcionários públicos foram praticamente expulsos dos seus órgãos. “Era uma verdadeira corrida contra o tempo”, diz ele. Vilar, por exemplo, se aposentou aos 49 anos e conhece pessoas que se aposentaram, de forma proporcional, com 41 anos.

Com base nessas histórias de aposentadorias precoces no serviço público e de como ficaram esses aposentados jovens, Abdias Vilar produziu o livro Antes do Futuro, o Destino – Trajetória de vida do servidor público aposentado, lançado ontem, no aniversário do Sindsep-PE. Além de falar sobre as reformas do governo FHC, o autor lembra também os anos difíceis de Collor, que fez várias demissões e pôs servidores produtivos e importantes para a máquina pública em disponibilidade.

ANÁLISE POLÍTICA

Para fazer uma análise da conjuntura política do país, o Sindsep-PE convidou o ex-presidente da CUT-PE, Jairo Cabral. Sobre a onde de protestos contra a corrupção, ele acredita que em parte é um reflexo do ódio de classes, mais uma vez os opressores contra os oprimidos. Por outro lado, essas manifestações ganham força porque o modelo de governar do PT se exauriu. A coalizão adotada pelo partido para se manter no poder o afastou do debate nacional.

Muitos movimentos sociais e entidades sindicais, que no passado faziam oposição a governos conservadores, foram cooptados pelas políticas públicas do PT, enfraquecendo assim o seu discurso. Foi no bojo dessa inércia que uma onda conservadora e reacionária ganhou força. “O protesto do dia 15 (março) foi uma gozação. É a direita apoiada pela mídia”, dispara Cabral. O militante político aposta em algumas medidas para reverter essa situação. Para ele, o governo deve investir mais em serviços de inteligência e em política externa.

Encerradas as palestras e os debates, o sindicato ofereceu um coquetel aos presentes, regado a boa música.


Fonte:
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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