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domingo, 22 de março de 2015

“Ai do político que tocar em um dos seus eleitores! Seria melhor que nunca tivesse sido candidato”.

"Cai, e nunca mais se levanta! Vai ser dificil reverter a atual situação."










Estas fotos da parte superior do mercado público foram tiradas às 10 horas da manhã, em uma plena sexta-feira, 13/03/2015, (dia de feira), as lojas estavam completamente vazias.

 
Por Jair Ferraz, sua majestade O Rei da Notícia:

Gostaria de iniciar esta matéria, que tem uma conotação de utilidade pública, com mensagens bíblicas para reflexão:
"Ai daquele que tocar em uma das minhas ovelhinhas, melhor que não tivesse nascido"!
Esta frase acima descrita traduz mais ou menos o que está escrito na Bíblia, no livro dos Salmos, capítulo 105, versículo 15:
“Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas.”

Traduz também o que está escrito no livro de Mateus, capítulo 18, versículo 6:
“Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar."

Estas duas citações bíblicas, apesar de terem sido escritas à aproximadamente 2.000 anos, permanecem mais do que vivas nos dias atuais.

Um bom exemplo seria dizer: “Ai do político que tocar em um dos seus eleitores! Seria melhor que nunca tivesse sido candidato”.

Fizemos este preâmbulo para poder entrar na matéria propriamente dita, que se refere à atual situação em que se encontram os pequenos comerciantes, ou seja, os barraqueiros que em dias de feira livre na cidade de Petrolândia, tinham as suas barracas montadas na feira que só acontece uma vez por semana.

Em praticamente todas as cidades do Brasil, de Norte a Sul, no Nordeste, e principalmente no estado de Pernambuco, existe um dia na semana que é dedicado exclusivamente a feira-livre, onde comerciantes, barraqueiros, e camelôs, vendem livremente os seus produtos, e depois no fim da feira desmontam suas barracas. Em Petrolândia não deveria ser diferente, e por incrível que pareça, é diferente!

Alguém que não tem suas raízes plantadas neste lugar, e que só chegou aqui um pouco antes da mudança para nova cidade, antes de “tocar o dedo” na feira-livre, deveria conhecer um pouco mais da nossa história, e saber que tudo começou em um “curral” as margens do Rio São Francisco, onde uma vez por semana, numa feira-livre, eram comercializados animais que atravessavam o rio do estado da Bahia para o estado de Pernambuco. No centro do curral havia um tronco de Jatobá onde os animais eram amarrados. Foi ai onde tudo começou!

Feira-livre em Petrolândia é uma tradição que vem desde quando ainda era chamada de O Curral, e depois passou chamar-se de Itaparica, posteriormente Jatobá, e depois da visita do imperador D. Pedro II ao nosso Município, para inaugurar um cais e uma linha férrea, passou a se chamar de Petrolândia (Terra de Pedro). 

Vamos ao que realmente interessa!
Os comerciantes localizados na parte superior do moderno Mercado Público Municipal de Petrolândia, ou seja, os barraqueiros, camelôs, proprietários de lojas, todos sem exceção, reclamam, e se sentem prejudicados por terem sidos tirados da rua em dias de feira-livre, e terem sido colocados na parte superior do mercado, onde os clientes não sobem, e eles não conseguem de forma alguma comercializar os seus produtos. O prejuízo é grande, e todos reclamam que estão pagando “religiosamente” os impostos à Prefeitura, principalmente as taxas que são cobradas por seus “pontos”, cujo preço varia de R$ 20,00 (vinte reais) à R$ 70,00 (setenta reais).

Porque não volta a ser como era antes?! Em dias de feira, na sexta-feira, as barracas serem armadas ao redor do mercado público, e depois, no termino da feira, aproximadamente às 14:00, as barracas seriam novamente desarmadas. Nas micros regiões de Itaparica, Moxotó, e Pajeú, no sertão do estado de Pernambuco, a feira de Petrolândia é a única que termina mais cedo, diferentemente de muitas cidades onde a feira-livre vai até ao sol se pôr, e é também a única cidade da região onde a feira é totalmente dentro do mercado.

Quem inventou essa história de tirar a feira da rua, possivelmente não sabe o que é feira-livre, ou então só passou por lá uma vez, na época da eleição, para pedir o voto dos feirantes.