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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Em delação ex-diretor da Petrobras cita também políticos pernambucanos.


Preso em março pela Operação Lava Jato, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou no acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção que atuava na Petrobras, segundo reportagem publicada na edição desta sexta-feira (19) do jornal "O Estado de S. Paulo".
A publicação afirma que entre os mencionados por Costa estão o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; os ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP (confira mais abaixo o que disseram os políticos citados).
De acordo com o jornal, nos depoimentos que prestou aos procuradores da República entre agosto e setembro para tentar reduzir sua eventual pena, Paulo Roberto Costa disse que Palocci pediu, em 2010, um repasse de R$ 2 milhões para a campanha da então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. À época, o ex-ministro era um dos três coordenadores da campanha petista ao Palácio do Planalto.
Palocci comandou o Ministério da Fazenda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, posteriormente, a Casa Civil na gestão Dilma. Ele encerrou sua última passagem pela Esplanada dos Ministérios em 2011, após a revelação de que teve o patrimônio multiplicado por 20 entre 2006 e 2010, período em que foi ministro da Fazenda e deputado federal pelo PT.
 
HUMBERTO COSTA (PT) – Em comunicado divulgado nesta sexta, o senador Humberto Costa ressaltou que “não há qualquer fato novo” e que ele reitera estar “à disposição dos órgãos de investigação”, tendo disponibilizado seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à CPI mista da Petrobras, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao ministro do STF Teori Zavascki por meio de ofícios encaminhados no dia 24 de novembro de 2014.
 
EDUARDO CAMPOS (PSB) – Com relação a Eduardo Campos, que morreu em agosto, o PSB “reitera o seu posicionamento de extrema confiança em seu ex-presidente nacional”. “O ônus da prova é de quem acusa, portanto, o senhor Paulo Roberto Costa deve provar a sua denúncia, até porque ele cita um líder com reputação ilibada e que não está mais aqui para se defender”, diz o partido em comunicado. 
 
SÉRGIO GUERRA (PSDB) – Em nota, o PSDB, partido que foi presidido por Sérgio Guerra, morto em março, afirmou que "já reiterou por diversas vezes" que defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independentemente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupem. "A apresentação do relatório paralelo da CPMI, de autoria do PSDB, reforçou essa tese ao pedir o indiciamento de 59 pessoas e a abertura de inquérito policial contra outras 36, várias destas políticos, tratando os nomes citados da mesma forma, sem distinção de filiação partidária", afirmou o PSDB na nota.
 
PEDRO CORRÊA (PP) – O advogado do ex-deputado Pedro Corrêa afirmou que ele cumpre pena de 7 anos e 2 meses em regime semiaberto no Centro de Ressocialização do Agreste, na cidade de Canhotinho, no interior de Pernambuco, e que está incomunicável, não tendo acesso a telefone.


Fonte: G1
Fotos: G1
Link: http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2014/12/ex-diretor-da-petrobras-citou-nomes-de-28-politicos-em-delacao-diz-jornal.html