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domingo, 30 de novembro de 2014

Seca não vai atrapalhar transposição do São Francisco, garante governo

Rio São Francisco - Canyons (Bahia)


Canal da Transposição (Floresta - PE)

A longa estiagem que tem afetado várias partes do Brasil este ano não vai prejudicar o projeto de transposição do São Francisco. É o que asseguram os estudos do governo.
Da nascente, em Minas Gerais, o Rio São Francisco segue por cinco estados. E recebe o reforço de diversos afluentes até chegar ao mar, entre Alagoas e Sergipe. As obras da transposição do rio estão quase 70% concluídas. Alguns especialistas dizem que o gerenciamento da retirada de água do rio vai ser difícil.
“Diante de uma seca como esta, descomunal, não há quem não deixe de retirar do São Francisco o volume máximo capaz de ser retirado do rio”, diz o agrônomo João Suassuna.





Mas o Ministério da Integração Nacional e a Agência Nacional de Águas (ANA), que deu a outorga da obra, dizem que vários estudos foram feitos para garantir que, mesmo em períodos de seca no Nordeste e no Sudeste, a transposição não corra o risco de não dar certo. Segundo eles, o volume a ser retirado do Velho Chico para garantir o funcionamento da transposição é muito pequeno.
“A transposição é feita de 26 metros cúbicos por segundo como vazão firme, para uma vazão mínima hoje de 1.100 metros cúbicos. Então de 1.100 você está tirando 26, o impacto portanto não é significativo”, diz Vicente Andreu, diretor-presidente da ANA.
“De forma alguma existe possibilidade do projeto de integração do São Francisco vir a não funcionar por conta de seca no Rio São Francisco. O impacto da retirada da água dos canais do projeto de integração do São Francisco é quase desprezível na água disponível no rio”, afirma o ministro da Integração, Francisco Teixeira.
A captação da água para transposição será feita em dois trechos onde o nível do rio é controlado pelo Ministério de Minas e Energia. Esse controle existe há mais de 30 anos e é feito na Barragem de Sobradinho, no sertão da Bahia. Em um dos maiores lagos artificiais do mundo, o ministério define o volume de água que vai ser liberado para três hidrelétricas ao longo do São Francisco: as usinas de Itaparica e Paulo Afonso, ambas na Bahia, e Xingó, em Sergipe.
O primeiro canal da transposição, o eixo norte, tem início a 222 quilômetros da Barragem de Sobradinho. O eixo norte começa no município de Cabrobó. Em um ponto, a 20 quilômetros do centro da cidade, o canal está pronto para receber a água do Rio São Francisco. O eixo norte vai de Cabrobó, em Pernambuco, até Cajazeiras, na Paraíba, num percurso de 260 quilômetros.
Cento e trinta e cinco quilômetros rio abaixo começa o canal do eixo leste, que capta água do reservatório da hidrelétrica de Itaparica. Ele terá 217 quilômetros de Floresta, em Pernambuco, até Monteiro, na Paraíba.
Quando a obra estiver pronta, a água vai passar por nove estações de bombeamento que vão fazer com que alcance 12 milhões de pessoas em 390 municípios.
A obra começou em 2007 e vai custar quase o dobro da previsão inicial. Hoje, está orçada em R$ 8,2 bilhões. A água já corre, em fase de testes, em parte do eixo leste, sendo captada no reservatório de Itaparica e chegando até a recém-construída Barragem de Areias, em Pernambuco.
Das 27 barragens que tem a construção prevista no projeto da transposição, a de Floresta (PE) é a primeira a ser inundada. A água do Rio São Francisco percorreu 25 quilômetros para chegar na cidade pernambucana. Nessa região, há dois anos, os peixes agonizavam na lama. Agora, os sertanejos esperam receber água em casa. Mas isso só no ano que vem, quando a transposição do Rio São Francisco deve ficar pronta, segundo o Ministério da Integração Nacional.



“Vai beneficiar muita gente, porque com água aqui, a gente com água tem tudo”, diz o agricultor Francisco Araújo.
Quando a transposição do Rio São Francisco foi iniciada em 2007, a previsão do governo era de entregar a obra em 2012.

Fonte: Jornal Nacional

  






Imagens do Jornal Nacional da Globo