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sábado, 22 de novembro de 2014

Armando Monteiro assume ministério no governo Dilma


 
O senador e candidato derrotado ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro Neto (PTB), teve uma longa reunião com a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante (PT), na manhã desta sexta-feira (21). Como saldo do encontro, Monteiro teria sido chamado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midc). Além de suas relações com o setor empresarial, em função de já ter presidido a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando também teria uma missão política: trazer o PTB de volta à base aliada do governo da presidente Dilma.
Caso o nome do parlamentar seja incluído na lista da reforma ministerial que a presidente Dilma deve anunciar ainda nesta sexta-feira, o PTB ficará à frente de uma das pastas de maior visibilidade junto ao governo. O ato, juntamente com as articulações mantidas por Monteiro poderiam trazer a legenda de volta à base aliada, reforçando o peso político da bancada governista que atualmente enfrenta problemas por conta da CPI da Petrobras e também junto ao PMDB, principal sigla da base do governo. Com o PTB ao lado, o PT espera brecar as pretensões do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, que vive em atrito constante com a presidente Dilma, colocando alguém mais próximo do Planalto no comando da Casa.
Apesar de ser quase certo a inclusão do nome de Armando na lista dos futuros ministros, a situação não é vista de forma tranquila. O MDIC também é uma pasta almejada por uma ala do PT, que gostaria de ver o governador da Bahia, Jaques Wagner, à frente do ministério. Esta acomodação, contudo, ainda não estaria definida, o que poderia acarretar desavenças entre as legendas. Um outro fator é que apesar de PTB e PT dividirem o mesmo palanque em Pernambuco na última eleição, os trabalhistas deixaram a base governista em nível nacional para apoiar a candidatura presidencial do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). A dúvida estaria no enfraquecimento político de Armando em função da derrota para o socialista Paulo Câmara (PSB) na disputa estadual e na sua atuação, considerada independente da postura adotada pela legenda trabalhista.
Toda esta situação, contudo, tende a mudar caso o seu nome seja confirmado para assumir o ministério.

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